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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Lançamento Pontos da Vida

Olá meus caros leitores... É com grande prazer que lhes informo que, finalmente, o livro ficou pronto! Nem consigo descrever minha emoção diante deste fato, pois eu esperei tanto tempo! Meus amigos, também autores do livro, penso eu, que estão na mesma situação, afinal por vários momentos o livro perigou não sair. O que seria uma pena! Mas tudo deu certo e amanhã a materialização do nosso sonho será apresentada na faculdade, diante de todos os nossos amigos e eu nem consigo pensar neste momento. Não é que eu seja tímida, mas o friozinho na barriga é inevitável só de pensar.
Não pretendo ficar SÓ NISTO, eu estou pensando que com a venda de Pontos da Vida (infelizmente temos uma cota bastante pequena de livros) irei pagar o meu cadastramento na Biblioteca Nacional e também o ISBN para que assim eu possa já PARA ONTEM (risos) publicar um dos livros que escrevi solo. Aliás, um que eu já falei muito a respeito dele, demorou para ficar pronto, mas ele está aqui arquivadinho, pretendo mexer nele e quem sabe, futuramente, vocês já possam comprá-lo! Seria incrível, não é? Mas para hoje o que temos é Pontos da Vida, livro no qual eu tenho um capítulo intitulado "Memorial das Desventuras", gosto bastante dos três contos que nele será publicado. Fizeram partes de momentos importantes da minha vida e agora, finalmente, outras pessoas poderão lê-los.
Sinto-me com aquela sensação de dever realizado. De... De medo de que tudo seja um sonho e amanhã eu acorde em minha cama e descubra que nada disso é real... Espero, mesmo, que seja somente uma impressão (risos).
A vocês, meus fiéis leitores, eu só tenho a agradecer, pois foi graças a todos que eu tive motivação suficiente para NÃO DESISTIR! Porque, por muitos momentos, pensei em abandonar esta minha carreira amadora de escritora, pois, em muitos momentos pensei e tive certeza de que não tinha talento o suficiente para tal.
Amanhã, dia 26 de abril de 2013, a primeira realização do meu sonho se tornará real. A primeira, que fique claro, pois vocês podem esperar MUITO de Letícia Maria de Godoy!
Obrigada, obrigada mesmo! Um beijão pessoal!

Local: PDE - UENP/ CJ (Fafija)
Hora: 20:00 hrs
Data: 26/04/2013
Participação Especial: Professor Benedito Antunes (UNESP -Assis)


terça-feira, 9 de abril de 2013

A Educação em Siqueira Campos pede socorro!


Como alguns já devem saber, alguns dos nossos queridos vereadores não querem aprovar o apoio ao transporte universitário. Fazendo com que não tenhamos um transporte público que nos leve até as universidades. Se esse projeto realmente não for aprovado, teremos de arcar com todas as despesas do ônibus, gerando uma mensalidade absurda e inviável para a maioria dos universitários, sendo que a prefeitura tem por obrigação fornecer transporte gratuito. A reunião para decisão acontecerá hoje às 20:00 hrs na Câmara dos Vereadores.

Peço à todos que nos mobilizemos e não fiquemos quietos. Será organizado um manifesto às 19:30 hrs na Praça Brasil (praça da Igreja Matriz). Levem cartazes, tinta, tambores, narizes de palhaço e o que a criatividade de vocês mandar!

Vamos reivindicar o que é, por direito, nosso! 
Conto com a colaboração de todos os siqueirenses. Obrigado!

terça-feira, 19 de março de 2013

Os gêneros literários na concepção de Wellek e Warren.


A literatura não é somente um amontoado de textos que possuem algo semelhante entre si, por isso a classificação de gêneros é tão importante.
Um gênero literário é como uma instituição social, ele existe como uma instituição e não como um animal, ou uma capela, uma biblioteca.  Dentro de uma instituição podemos trabalhar, se desenvolver e até mesmo criar uma nova. Para melhor compreendermos, a teoria dos gêneros é um princípio de ordem que classifica as obras não por tempo ou lugar, mas por meio de tipos de organização ou estrutura especificamente literários. (WELLEK, WARREN, 2003)
O que se torna questionável é o fato de se poder basear-se em livro para analisar outro, pensando-se se existe semelhantes de fato entre eles. Um gênero não permanece imutável, uma vez que se é acrescentado novas obras conforme elas vão sendo criadas e cada qual possui uma característica própria, mesmo fazendo parte de um mesmo gênero, podendo apresentar algo extremamente novo dependendo da forma como é colocado.
Aristóteles e Horácio são as referências clássicas do gênero literário, compreendendo-as em diferentes formas, tendo assim divisões em tragédia e epopéia. Porém Aristóteles foi mais consciente quanto a distinções mais fundamentais, e apresentou a primeira divisão das formas literárias, originando os primeiros fundamentos da teoria dos gêneros.
Ele, conforme sua concepção de arte como mimese da realidade,estabeleceu a existência da poesia épica e trágica onde se imitavam as ações dos nobres e a poesia cômica, satírica, lírica, ocasional que imitavam  os acontecimentos do cotidiano, ações corriqueiras. Esta divisão de Aristóteles possibilitou o surgimento dos gêneros narrativo, lírico e dramático, os quais se consagraram como o cânone da época, obtendo assim muito sucesso nas estéticas renascentistas e neoclássicas, tornando-se o fulcro das distinções humanas.
É claro que com o passar dos tempos estas divisões sofreram modificações até se transformar na teoria como a conhecemos hoje. Algo que mudou de forma bastante drástica foi a maneira de enunciar uma epopéia, por exemplo,  para Aristóteles e os gregos as epopéias  deveriam ser recitadas por um rapsodo e algumas eram acompanhadas por instrumentos musicais e hoje em dia a maioria das obras são lidas com os olhos, em silêncio, com exceção ainda ao drama que necessita de todo um espetáculo para nos transmitir sua verdadeira intenção.
 Outros estudiosos também estudaram as divisões dos gêneros, conforme seu conhecimento e alguns acreditavam que a epopéia era o mais importante gênero literário, outros acreditavam que era a tragédia e ainda existiam os que acreditavam que ambas eram importantes de forma igualitária.
No decorrer dos anos, foram estudados os “tipos” de literatura, já que no inglês a palavra gênero foi atribuída na compreensão literária muito tarde, e muitos dos estudiosos acreditavam também nos subtipos, diferenciando ainda mais as características que deveriam ser atribuídas a uma obra para ser classificada de acordo com aquele subtipo, um exemplo é o romance e o romanceiro.
Algo que deve ser muito importante ao estudar os gêneros é o fato de que não se deve confundir a teoria “clássica” de gêneros com a “moderna”. A teoria clássica é regulamentadora e prescritiva, embora suas “regras” não sejam o autoritarismo tolo ainda atribuído frequentemente a elas. Acredita-se que os gêneros devem sim ser separados e não podem ser misturados, que não se pode permitir esta mistura, Por exemplo, a tripartição genérica lírico-épico-dramática pode ser basicamente definida na visão de Straiger em lírico, um tempo presente onde o ser expressa o que mais deseja, épico que se sustenta no passado a fim de relatar fatos grandiosos e dramático, que visa ao futuro, seu objetivo é sempre querer modificar o status quo. Porém, nenhum destes existe em seu estado puro, pois a ideia de pureza foi um grande equívoco, afinal nenhum gênero pode ser inteiramente dramático, assim como nenhum homem é totalmente e necessariamente humano.
Por este motivo é que podemos dizer que existem poemas narrativos ou romances dramáticos, para definir uma obra como pertencente a um dos gêneros vai depender da predominância de um estilo a outro. Logo, esta visão na teoria clássica seria “errônea”, se um gênero é dramático, não se deve misturá-lo ao lírico e assim por diante, deve-se mantê-los puros.
A teoria clássica também diferiu socialmente os gêneros. A epopeia e a tragédia lidavam com os assuntos reais e grandiosos, a comédia com os fatos corriqueiros do dia a dia, e a sátira e a farsa com as pessoas comuns. Tais distinções não pararam somente nestes quesitos, mas foram além englobando também a extensão da obra, ou seja, o esforço de quem a escreveu e outras características.
Já a teoria moderna dos gêneros é totalmente descritiva, ela não impõe regras para os autores e possibilita a “misturas” dos tipos para originar novos tipos, não está preocupada em diferenciar tipo e tipo e sim em dar importância as obras de cada gênio original a fim de encontrar denominadores comuns entre elas para descobrir o seu tipo e seus objetivos literários.
O prazer da leitura vai acontecer se o leitor perceber uma novidade na obra literária, mas se esta novidade for completamente incompreensível ao leitor, este não poderá apreciá-la, portanto, o bom escritor deve-se conformar com os gêneros já existentes e criar algo novo dentro dos recursos que possui alargando o gênero para melhor o beneficiar.
Podemos então dizer, mesmo que cada ideia diferente a respeito dos gêneros gere outras perguntas infindáveis, que a literatura deve-se inovar constantemente através da rebarbarização.  As formas literárias mais complexas desenvolvem-se a partir de unidades mais simples, e por conta disto é que se pode existir todos os outros gêneros originados dos primitivos.
De um modo geral, os gêneros literários envolvem a história da literatura e a crítica literária, levantando contextos especificamente literários, as questões filosóficas referentes á relação da classe e dos indivíduos que a compõem, ao um e ao múltiplo, a natureza dos universais. Mas que fique claro, a concepção de gêneros é mais importante para fins didáticos, e claro, para que possamos compreender o que diferentes autores quiseram mostrar em diferentes épocas, seguindo um conhecimento de mundo que tinha no momento histórico que viveram.

Referência

WELLEK, René; WARREN, Austin, Teoria da literatura e metodologia dos estudos literários. São Paulo: Martins Fontes, 2003


ps: Não plagie, se usar do meu texto em algum lugar, dê as devidas referências!

terça-feira, 12 de março de 2013

Introdução aos gêneros literários



D’Onófrio defende a ideia de que a literatura é uma forma “de conhecimento da realidade que se serve da ficção e tem como meio de expressão a linguagem artísticamente elabora” (D’ONÓFRIO, p. 9, 2000), ou seja, a literatura é uma forma de conhecer o mundo em que se usa da arte para se criar um universo imaginário onde os valores são questionados.
Porém, fazer tal afirmativa não significa que a ficção é falsa, ela apenas  não existe históricamente, a personagem chega até mesmo a ser mais real do que a pessoa real, como afirma D’Onófrio, pois ela não precisa se esconder atrás de um status social e se mostra como verdadeiramente é perante a sociedade, o que as pessoas muitas vezes não tem coragem de fazer.
A literatura é usada como fonte de prazer, pois é a melhor maneira de se conhecer o mundo como verdadeiramente é, fazendo com que os homens pensem e reflitam a respeito de seus verdadeiros sentidos.
Ao longo de toda a história literária da humanidade foram escritas inúmeras obras, cada uma com suas características marcantes e por este motivo é que se existiu a necessidade de estabelecer classificações em gêneros e épocas. Aristóteles foi o primeiro estudioso da literatura que apresentou a primeira divisão das formas literárias, originando os primeiros fundamentos da teoria dos gêneros.
Ele, conforme sua concepção de arte como mimese da realidade,estabeleceu a existência da poesia épica e trágica onde se imitavam as ações dos nobres e a poesia cômica, satírica, lírica, ocasional que imitavam  os acontecimentos do cotidiano, ações corriqueiras. Esta divisão de Aristóteles possibilitou o surgimento dos gêneros narrativo, lírico e dramático, os quais se consagraram como o cânone da época, obtendo assim muito sucesso nas estéticas renascentistas e neoclássicas, tornando-se o fulcro das distinções humanas.
Porém esta estética clássica foi rompida após o movimento de Sturm and Drag, pois os novos artistas a  consideravam um empecilho a livre imaginação criadora.
Sendo assim, a métrica a ser seguida é rejeitada e assim deixam de considerar o poeta artifice e a considerar o poeta “inspirado”, nesta concepção romantica da arte o espírito “dionísico” sobrepõem-se ao “apolíneo”.
Após esta forma romântica então, dá-se prioridade a literatura descritiva onde
a teoria dos gêneros não limita o número das espécies possíveis, admite a possibilidade de mistura dos gêneros existentes e do surgimento de formas literárias novas. A tripartição clássica em gênero épico, lírico e dramático é substancialmente mantida, embora restaurada. (D’ONÒFRIO, p.11, 2000).

A tripartição genérica lírico-épico-dramática pode ser basicamente definida na visão de Straiger em lírico, um tempo presente onde o ser expressa o que mais deseja, épico que se sustenta no passado a fim de relatar fatos grandiosos e dramático, que visa ao futuro, seu objetivo é sempre querer modificar o status quo. Porém, nenhum destes existe em seu estado puro, pois a ideia de pureza foi um grande equívoco, afinal nenhum gênero pode ser inteiramente dramático, assim como nenhum homem é totalmente e necessariamente humano.
Por este motivo é que podemos dizer que existem poemas narrativos ou romances dramáticos, para definir uma obra como pertencente a um dos gêneros vai depender da predominância de um estilo a  outro.
Já Northop que estudou os gêneros pela teoria dos mitos, sendo o mito da primavera a comédia, o mito do verão o romance, o mito do outono a tragédia, e o mito do inverno a sátira, dividindo assim a literatura em epos, prosa, drama e lírica.
Para Bakhtine existe a alternância de dois princípios estéticos, sendo eles o monologismo e o dialogismo que enformaram algumas obras literárias através dos anos.
O autor expõe os fatos de como se sucedeu a evolução da literatura tanto em uma visão diacrônica quanto em uma visão sincrônica que é um estudo de um determinado lapso de tempo, mas diz que a divisão em gêneros da literatura só possui, de fato, fins didáticos. O importante é saber e ter consciência da divisão entre poesia e prosa, não por limitar estes estilos, mas porque são diferentes, de fato, até na estrutura, mas isto não significa que não se possa existir poemas em prosa e prosas poéticas.
O que podemos concluir é que a classificação em um gênero literário é relativa, cada obra de alguma forma vai ter características de outra, mesmo que seja uma carnavalização de um estilo, pois uma obra “que não partilhasse com outros textos artísticos semelhanças de formas e de conteúdos, além de inclassificável, tal obra seria incompreensível.” (D’ONÒFRIO, p. 19, 2000).
Por isso, a literatura pode ser dividida em períodos distintos, como, por exemplo, o período vitoriano, a renascença, o século XX, cada um representando um objetivo diferente, dependendo da época em que surgiu e os fins que pretendia, tornando-se assim rótulos literários distintos.
A literatura, repleta de obras que retraram espíritos de épocas, ora com predominância do espírito dionísico, ora do apolíneo, nos dá a base de nosso mundo, da nossa cultura, em diferentes épocas e a divisão em gêneros, relembrando, é mais para fins didáticos. Independente de tudo isto, o importante é ser original, apresentar algo inovador para assim, tornar-se algo literário.

Referência

D’NÓFRIO, Salvatore. Literatura Ocidental. Autores e obras fundamentais. São Paulo: Ática, 2000
____________________________________________________

Uma breve explanação sobre os gêneros literários, que será assunto da grande maioria das aulas de teoria literária!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Precisando de livros e está sem grana? Corre aqui!


Olá pessoal! Hoje venho aqui falar sobre um assunto que é bastante incomodo quando ingressamos na vida acadêmica... Dinheiro!
Todo estudante anda meio apertado, não é mesmo? Ou pelo menos isso acontece comigo! E quando os professores começam a dizer os livros que temos que ler... Nossa, ficamos assustados e pensando: onde que eu vou comprar tudo isso?? Vai custar uma fortuna!
Acalmem-se! Quando o dinheiro estiver curto e a urgência for maior... Dou uma dica bastante simples para vocês: entrem no site ESTANTE VIRTUAL!
É isso mesmo! Este site é uma organização com vários sebos confiáveis do Brasil, tem milhares e milhares de livros, e o mais importante, o preço é muito bom!
Não pensem que vão comprar livros ruins e estragados não! Eu mesma comprei uma coletânea de livros que veio NO PLÁSTICO DE NOVO! E por quase metade do preço que seria em uma livraria comum, é só procurar e mesmo os livros que não são novinhos que estão a venda, estão em bom estado. Eu já comprei cerca de 20 livros no site e tenho uma estimativa de ter economizado cerca de 150 reais, digam: 150 reais não faz toda a diferença no fim do mês? Pelo menos para mim faz!
Então, eu acho importante ter todos os livros que são indicados pelos professores, pois isso forma a nossa bagagem, nosso apoio para quando formos realmente botar os nossos conhecimentos em prática, logo, a Estante Virtual tem sido minha melhor amiga! 
Recomendo e uso! E por este motivo não custa nada dar uma pesquisadinha né? Tipo eu estou vendo o livro 50 tons de cinza aqui (ok eu não vou comprar porque eu já ganhei de presente, mas é para uma amiga rsrs) o novo na livraria na minha cidade está 40 reais e sabe por quanto achei no site, novo nunca antes manuseado? 23 reais! Isso é muito barato não acham? É só um exemplo!
E boa leitura!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Fichamento... O que é isso?



O que é um fichamento?

Está ai uma dúvida que todos nós temos e nem todas as pessoas são capazes de nos esclarecer, começamos a ficar super confusos quando falam em fichamento e vai batendo um desespero de um tamanho que... Gente, eu não agüento a pressão!
Mas é para isso que eu existo! (risos)
Vamos começar então explicando as maneiras pelas quais é  possível fazer um fichamento, e claro, o que é um fichamento!

Fichamento é uma excelente maneira de ser guardar aquilo o que você leu, possibilitando que você ganhe tempo, pois se você fizer um bom fichamento, dificilmente precisará recorrer ao original a todo instante , a não ser é claro que precise rever alguns conceitos. Mais um motivo para se fazer um fichamento é que você também ganha maior entendimento do texto, pois precisa capturar o essencial!

Mas o que é fichamento? Ainda não entendi...

  • Vejamos antes o ele que não é :
  1. Não é resumo, embora possa conter resumos;
  2. Não é paráfrase, embora possa conter paráfrases do autor.

  • Fichamento é basicamente o arquivo do texto que você lê contendo a referência e o que você entendeu do conteúdo do texto de uma obra, de um texto ou mesmo de um tema.

Outras definições:

FICHAMENTO
  • Também chamada de fichas de documentação teórica (SEVERINO, 2000, p. 37). São de fundamental importância na construção de trabalhos científicos.

“O fichário é constituído primeiramente pelas fichas de documentação temática. Baseia-se nos conceitos fundamentais que estruturam determinada área do saber. Cada estudante pode formar seu fichário de documentação temática relacionado ao curso que está seguindo, a partir da estrutura curricular do mesmo”. (SEVERINO, 2000, p. 38).


Deixando bem claro, o fichamento então não é um “trabalho” acadêmico, na verdade é a construção do nosso conhecimento.
Para fazer o fichamento de uma obra ou texto você deve:
1. Ler o texto inteiro uma vez ininterruptamente
2. Ler o texto novamente, grifando, fazendo anotações e procurando entender o que o autor quer dizer em cada parágrafo (lembrem do Estudo pela Leitura Trabalhada)
3. Fazer o fichamento

Por exemplo, a professora nos deu o livro de Marcos Bagno para ler, tem muita informação e toda vez que eu quiser me lembrar do que falava tal capítulo eu não vou ter, às vezes, tempo de ir lá e abrir o livro folheá-lo para relembrar o que dizia. Por isso, vou consultar o meu fichamento a fim de me lembrar o que tinha lá...
Como assim??? Como é que eu faço um fichamento??? Ainda não entendeu não é?
Então aqui vamos nós.
O fichamento pode ser feito por quatro métodos. São eles:
  1. Bibliográfico (catalogação bibliográfica)
  2. Citação (transcrição)
  3. Resumo (de conteúdo)
  4. Opinião (de comentário ou analítico)

Fichamento bibliográfico: Ao menos para mim ele não é muito útil, mas quando não se tem uma biblioteca dentro de casa, as vezes é preciso fazer um levantamento bibliográfico. Neste tipo de fichamento você vai anotar somente a catalogação do livro e tudo mais, como se estivesse montando um banco de dados. Na faculdade, por hora, não irão usa-lo.

Fichamento por citação: Esse sim é o danado que todo mundo vai usar!
  • É o tipo de fichamento que vai ser composto de citações do próprio autor da obra lida. É a transcrição literal do texto.
  • Após leitura sistemática da obra, o estudante/pesquisador sublinha frases, parágrafos, partes que expressam a idéia principal do autor. Partes estas que podem ser transcritas no seu trabalho de pesquisa (artigo, monografia, ensaio...).
  • Tendo o cuidado de abrir e encerrar a citação com aspas, e indicar a página da qual se fez a transcrição. Quando se fizer supressão de alguma parte da obra, deve se indicar tal supressão com reticências entre colchetes [...].
  • Vejamos alguns exemplos.
  • Citação completa
HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. 4.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1992.

"O homem nasce já inserido em sua cotidianidade. O amadurecimento do homem significa, em qualquer sociedade, que o indivíduo adquire todas as habilidades imprescindíveis para a vida cotidiana da sociedade (camada social) em questão. É adulto capaz de viver por si mesmo a sua cotidianidade" (p. 18).

  • Citação com supressão:

HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. 4.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1992.
"O adulto deve dominar, antes de mais nada, a manipulação das coisas [...] Mas embora a manipulação das coisas seja idêntica à assimilação das relações sociais, continua também contendo inevitavelmente, de modo imanente , o domínio espontâneo das leis da natureza" (p. 19).

Fiochamento por Resumo: Bem, neste tipo de fichamento você VAI LER todo o texto até ter uma compreensão exata dos fatos e então você vai resumir os tópicos, ou seja, é um fichamento não muito longo das idéias principais. Não é uma transcrição exata do que o autor disse, mas sim uma exposição do que você entendeu.
  • O autor da ficha vai por a sua compreensão do texto, usando seu próprio estilo. Não se afastando jamais das teses originais. Lembrando que um resumo é uma condensação das idéias do texto, sendo assim uma redução do texto.

Fichamento por Opinião (crítico, analítico):
  • É neste tipo de ficha que o estudante/pesquisador vai além de descrever o conteúdo da obra lida, ele interpreta, incluindo uma crítica pessoal às idéias expressas pelo autor da obra.
  • O fichamento crítico é a base, juntamente com o de resumo para a construção de resenhas.
  • Lakatos e Marconi (2003) afirmam que o fichamento crítico pode apresentar um comentário sobre a forma pela qual o autor desenvolve seu trabalho, no que se refere aos aspectos metodológicos.
ASSIM, FICHAMENTO CRÍTICO:

  • É uma analise crítica do conteúdo, tomando com referencial a própria obra;
  • É uma interpretação de um texto obscuro para torná-lo mais claro;
  • É a comparação da obra com outros trabalhos sobre o mesmo tema;
  • É a explicitação da importância da obra para o estudo em pauta.
  • É a elaboração pessoal sobre a leitura, e deve conter:
  1. Comentários (parecer e crítica)
  2. Ideação (novas perspectivas)  (DIAS, Luiz, 2012)

Ok, agora já definimos o que é um fichamento e por quais maneiras é possível fazê-lo... Mas a dúvida é agora: ONDE fazê-lo?
Bem, normalmente você faz um fichamento naquelas fichinhas de estágio, retangular (meio durinhas), que só tem as linhas. É nesse tipo de ficha que você faz, pois é como se fosse um banco de dados, então você coloca em ordem por tema, ou por nome, ou fica a seu critério, afinal é um meio de ganhar tempo, então escolham um jeito mais fácil de se fazer.
exemplo de fichinha.


Já no computador... A coisa muda, a ficha deve conter as seguintes informações:

 Assunto(tema)
Referência Bibliográfica completa
Texto da ficha
Tipo de fichamento
Biblioteca em que se encontra a obra

Algo parecido com isso. 
 
É claro que varia de acordo com cada professor e em cada situação, mas espero realmente ter ajudado!

 ______________________________________________________________

Referências:
DIAS, Luis. Como fazer fichamentos acadêmicos. 2012
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade e. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
___________. Metodologia do trabalho científico. 6. Ed. Revista e ampliada. São Paulo: Atlas, 2001.
MEDEIROS, João Bosco. Redação científica - a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 5. ed. São Paulo: Atlas 2003.
SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 11. ed. São Paulo: Cortez, 1984.
RUIZ, J. Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 1996.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O que é Literatura?



Creio que é uma resposta que para nós, a princípio, parece tão fácil quanto água na fonte, porém... Não é! Responder corretamente o que é literatura não é algo fácil, você entra com uma concepção e até o final do curso... Não, você não saberá o que é! E tenho certeza de que irão entender o porquê.
O que é literatura para mim pode não ser para você, é algo muito subjetivo, por exemplo, se você seguir a literatura, acreditando nela, então ela não será mais literatura e sim ganhará uma importância para você de caráter pragmático. Um bom exemplo para entender isso é a Bíblia, para quem acredita no que está escrito lá: ela não é literatura, ela possui caráter pragmático na vida das pessoas. Já para os que não acreditam, ela passa a ser, talvez, literatura, pois dentro da bíblia existem histórias, existem personagens que são definidos, existe todo um contexto histórico e etc.
Vejam abaixo a minha primeira concepção do que era Literatura, este texto foi escrito no primeiro dia de aula de Teoria Literária e o professor(Márcio Matiasse Cantarin) o leu para toda a sala, pois achou-o muito bom... Pensem na minha vergonha! Virei um tomate! Mas, hoje em dia vejo que é isso e MUITO mais!

Literatura através dos séculos.

O homem sempre sentiu necessidade de expressar-se, podemos perceber isto pelos desenhos nas paredes das cavernas feitos pelos homens primitivos e depois que inventou a escrita, um excelente meio de comunicação, jamais parou.
Todos temos sentimentos, sejam estes de frustrações, desespero, ódio, amor... Sentimentos estes que através dos séculos os nossos antepassados foram colocando em ordem, expressando-se por meio das palavras, rimando, organizando e formando nossa identidade histórica e cultural. A literatura é tudo aquilo que podemos ler, admirar e sentir, pois quem nunca chorou ao ler Romeo e Julieta? Quem nunca impressionou-se com o realismo de Machado de Assis? Quem nunca sentiu-se frustrado ao ler O morro dos ventos uivantes?
Se pessoas como estas não sentissem necessidade de expressar-se, não sentissem vontade de dar ao mundo um pouco de si mesmo, talvez hoje não teríamos nada mais do que uma vida sem beleza, sem encanto. Se pessoas como estas não tivessem criado os contos de fadas, em que acreditaríamos quando crianças? Por isto o artista tem uma grande importância, tanto quanto o cientista, o médico, o engenheiro, o contador... O artista busca a beleza em suas obras, busca embriagar o leitor para que este vivencie, sinta e defenda o mesmo ideal que os seus mocinhos, toda a produção literária através dos séculos foi se modificando, mas o objetivo continua o mesmo, tirar-nos das trevas da ignorância e nos tornar pessoas mais críticas, mais sensíveis, mais humanas. Porque, afinal, é isto que nos diferencia dos animais, nós temos a capacidade de criar coisas belíssimas e através da literatura podemos e mudamos o mundo.
Portanto, a literatura está presente no nosso cotidiano, seja através de um romance, uma poesia ou mesmo um filme. Tudo pode ser apreciado, pois não existe obras morais ou imorais e sim obras bem ou mal escritas.

(Autora: Letícia Maria de Godoy)